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DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

28
Mar18

The Countryard House

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Se há algo de que nós, arquitetos, gostamos, é de um bom desafio! Quando o desenvolvimento de um determinado projeto exige de nós o ultrapassar de uma série de condicionantes - sejam elas técnicas, formais ou conceptuais -, com vista ao desenvolvimento da solução mais correta e bem desenvolvida sob os vários aspetos de avaliação de um edifício, há como que uma pequena faísca interior. Porque são essas condicionantes que, com frequência, permitem a criação das soluções mais inovadoras, são essas condicionantes que nos obrigam a uma imersão no desenho. Esses desafios, inevitavelmente, vivem dentro de nós, e acompanham-nos muito para lá das quatro paredes do gabinete e do horário laboral. Não é por acaso que se veem tantos arquitetos sempre com o seu caderninho. É que - e agora falo por mim - quando se gosta tanto do que se faz, dissolvem-se as fronteiras entre tempo pessoal e tempo profissional. É mesmo um estilo de vida! E tem a recompensa fabulosa de ver o brilho no olhar dos nossos clientes quando lhes resolvemos os problemas. 

 

Eu não sei se os arquitetos De Rosee SA pensam como eu (já me disseram que tenho de ser mais racional e menos emocional), mas certamente terão tido uma boa sensação quando conseguiram transformar este espaço, um antigo e pequeno armazém industrial (sem possibilidade de abrir janelas nos alçados laterais, nem aumentar a cota de cumieira), numa linda, luminosa, minimalista e moderna habitação de dois quartos. 

 

 

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É muito interessante a sucessão de espaços entre pátios. As superfícies envidraçadas permitem uma continuidade visual entre eles, sendo que, o acesso exige a criação de um percurso interno: há uma dinâmica de aberto/fechado, um transparente/opaco (o habitante "desaparece" no corredor e "reaparece" no espaço contíguo). Estes jogos espaciais e visuais conferem um dinamismo à vivência da casa que se traduz num aumeto da qualidade da mesma. Por outro lado, em dias ensolarados (que Londres também os tem), o espaço estar e jantar une-se através da superfície contínua do pátio. 

 

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As questões de ventilação cruzada, iluminação e distribuição espacial foram resolvidas com a criação de dois pátios, separando o edifício em três zonas funcionais: zona de estar, cozinha e zona de jantar e áreas íntimas. A escolha dos materiais, como a madeira e o ferro pintado a preto remete para a estética industrial, que mantém presente a memória das suas origens. 

 

 

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O estilo eclético atribuido por meio do mobiliário, conjugado com o ar industrial das caixilharias, aplicadas na construção minimalista, atribuem a este espaço um ambiente rico de referências, e muito elegante. 

 

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Até à próxima

 

:)

 

 

 

 

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