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DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

15
Out18

Chez Chow, Londres e algo de nostalgia

Gundry-Ducker_01.jpg

 

Neste passado fim de semana, numa conversa a propósito do novo restaurante que abriu recentemente perto da casa dos meus pais, de "tapas e vinhos", veio-me à memória as taperías que frequentava durante os meus anos passados em Valência. Que saudades! Naquela altura eu tinha uma amiga enóloga, com a qual, praticamente todas as semanas, combinávamos um fim de tarde no final do trabalho para parar numa casa de vinhos e "por a conversa em dia" em frente a um copo de bom vinho com umas tapas, queijinhos, compotas... Por vezes, esses momentos estendiam-se pelo fim-de-tarde / início-de-noite, e aqueles petiscos transformavam-se em jantar, outras vezes marcavam só um ponto de inflexão, uma pausa após o trabalho e antes do ritmo do jantar e da preparação para o dia laboral seguinte. De qualquer modo, essas pausas com estímulos ao paladar revelavam-se num autêntico spa para a alma! 

 

 

 

08
Out18

Uma reabilitação em Kiev

Apartamento_Kiev_02.jpg

 

Reabilitação é a palavra de ordem nos dias de hoje. Multiplicam-se pelas cidades, especialmente pelos grandes centros urbanos, obras de restauro e recuperação de edifícios que já há muito tempo pediam uma intervenção. Dentro das vantagens inegáveis - e essenciais - que se encontram na reestruturação do parque habitacional, que melhoram, e muitas vezes devolvem, qualidade de vida às cidades - beneficiando a todos - alerta-se também pelos perigos do entusiasmo excessivo. As pressões do mercado são grandes e, como já diziam os nossos avós "a pressa é inimiga da perfeição". Bem sei eu, não só como arquiteta mas também como proprietária de um edifício a ponto de ser reabilitado, que esperar desespera! Queremos ter os edifícios prontos, ora para habitar, ora para servirem como fonte de rendimento. Na construção (intervenção) de um edifício há-que separar dois conceitos: preço e custo. O preço é o dinheiro que gastamos no momento da obra. O custo é a soma de todo o valor que esse edifício consome ao largo da sua vida útil. Planear bem uma intervenção e estudar a estimativa de custos até pode resultar num preço mais elevado, mas o custo será certamente menor: evitam-se contratempos, problemas técnicos posteriores, intervenções posteriores, re-fazer o que já estava feito, diminuem-se os consumos energéticos, etc. Para além das consequências práticas mencionadas, um bom planeamento de uma reabilitação, respeitando a sua história e natureza, aumenta também o seu valor patrimonial e histórico. (A sério, não façam obras "chapa 5" só para ser mais rápido.) 

 

 

 

 

17
Ago18

A minha inspiração para os próximos tempos

Ludovica-and-Puglia_05.jpg

 

Ainda há pouco tempo comentei por aqui que recentemente mudei de casa. Ontem, enquanto planeava as minhas férias - aquelas que terão início em dois dias - dizia que, pelo facto de viver num apartamento do tamanho de uma suite, já me sentia, de certo modo, em férias. Claro que esta minha afirmação foi irónica, já que os meus olhos necessitam de descanso urgente deste monitor! Até porque me esqueço frequentemente das pausas, e quando me apercebo, três horas se passaram com os olhos concentrados no mesmo ponto...e as minhas lentes de contacto ameaçam uma alteração de graduação, que eu quero evitar a todo o custo! Bom, as férias deste ano não terão grandes aventuras, já que ano de mudanças e de mais despesas implicam férias mais contidas (e já tive uma semana em Colónia em Abril), mas o simples facto de sair da rotina já vai saber muito bem! Do pouco que já planeei, um dia - pelo menos - vai ser dedicado a compras para o espaço novo, que ainda está em modo work in progress! E a paleta cromática está neste momento em apontamentos de verde azeitona, rosa velho e....muito bege! Nude, nude, nude! Tal como dita a tendência da moda, os tons nude vieram para ficar... e em minha casa não serão exceção! 

 

 

 

04
Mai18

Uma casa do Séc. XIX

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Hoje trago aqui para este espaço a renovação de uma casa pátio do Século XIX em Melbourne. O edifício tem pormenores muito interessantes, mas confesso que o que mais me chamou a atenção foi a combinação de cores e texturas...e o candeeiro Atollo, uma peça desenhada em 1977 por Vico Magistretti (na primeira imagem): a nível de design, é umas das minhas peças favoritas. 

 

 

 

30
Abr18

Héroine

heroine-restaurant-and-bar-1.jpg

 

Já desde os tempos da minha licenciatura, Roterdão era uma das cidades europeias no topo das preferências de visita. Pela sua arquitetura. Pela abordagem ao espaço público. Pela arte urbana. Ironicamente, ainda não fui. Mas haverá de chegar o dia! Até porque este novo espaço, tão recentemente lá aberto, reforça a ideia que tenho daquela cidade...é cool.

 

 

 

28
Mar18

The Countryard House

London_10.jpg

 

Se há algo de que nós, arquitetos, gostamos, é de um bom desafio! Quando o desenvolvimento de um determinado projeto exige de nós o ultrapassar de uma série de condicionantes - sejam elas técnicas, formais ou conceptuais -, com vista ao desenvolvimento da solução mais correta e bem desenvolvida sob os vários aspetos de avaliação de um edifício, há como que uma pequena faísca interior. Porque são essas condicionantes que, com frequência, permitem a criação das soluções mais inovadoras, são essas condicionantes que nos obrigam a uma imersão no desenho. Esses desafios, inevitavelmente, vivem dentro de nós, e acompanham-nos muito para lá das quatro paredes do gabinete e do horário laboral. Não é por acaso que se veem tantos arquitetos sempre com o seu caderninho. É que - e agora falo por mim - quando se gosta tanto do que se faz, dissolvem-se as fronteiras entre tempo pessoal e tempo profissional. É mesmo um estilo de vida! E tem a recompensa fabulosa de ver o brilho no olhar dos nossos clientes quando lhes resolvemos os problemas. 

 

Eu não sei se os arquitetos De Rosee SA pensam como eu (já me disseram que tenho de ser mais racional e menos emocional), mas certamente terão tido uma boa sensação quando conseguiram transformar este espaço, um antigo e pequeno armazém industrial (sem possibilidade de abrir janelas nos alçados laterais, nem aumentar a cota de cumieira), numa linda, luminosa, minimalista e moderna habitação de dois quartos. 

 

 

 

 

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