Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

07
Nov18

Yayoi Kusama, o nosso próprio espelho

LV_YK.JPG

 Fonte

 

Este ano foi lançado o filme sobre a artista japonesa Yayoi Kusama, Kusama: Infinity. Ela é conhecida essencialmente pelo seu padrão de bolinhas, aliás, frequentemente é referida como a princesa das bolinhas, e talvez um dos momentos de maior atenção do grande público sobre o seu trabalho tenha sido com a concept store da Louis Vuitton em Nova Iorque, assinalando a colaboração da artista numa das suas coleções. Neste momento com 89 anos, é uma das artistas mais credenciadas, e uma referência na arte contemporânea Japonesa, mas nem sempre foi assim. Aliás, o seu percurso é bastante dramático, e a sua arte é a canalização de todos os seus traumas e episódios negativos que contam, entre eles, com tentativas de suicídio. O seu percurso é um exemplo incrível de transmutação: de tanta negatividade, surge tanta beleza!

 

 

 

17
Out18

As ilustrações de Katie Rodgers e as minhas memórias

Katie Rodgers02.PNG

 

Desde cedo sabia que queria ser arquiteta. Cheguei a contar a minha história neste post. Aqui comentei também que, apesar de tanta vontade, quando chegou a altura de escolher agrupamento, no 10º ano, segui a vertente "Científica e Natural". Por medo. Porque me parecia mais seguro. Eu era boa aluna, apesar de não dedicar o tempo necessário (lembro-me que só estudava para os testes de véspera), não tinha notas más. Sabia que se me dedicasse, teria uma boa média. Mas sentia mais segurança com as áreas exatas. Dois mais dois são quatro, ponto (apesar de que agora percebo que a inovação, em qualquer área, exige criatividade). Questões subjetivas, desenho, criação...sempre me fascinaram, sempre quis ser uma criativa...mas também me tiravam da zona de conforto. E se não criasse nada de novo? Se não fosse suficientemente boa? 

 

 

 

 

15
Out18

Chez Chow, Londres e algo de nostalgia

Gundry-Ducker_01.jpg

 

Neste passado fim de semana, numa conversa a propósito do novo restaurante que abriu recentemente perto da casa dos meus pais, de "tapas e vinhos", veio-me à memória as taperías que frequentava durante os meus anos passados em Valência. Que saudades! Naquela altura eu tinha uma amiga enóloga, com a qual, praticamente todas as semanas, combinávamos um fim de tarde no final do trabalho para parar numa casa de vinhos e "por a conversa em dia" em frente a um copo de bom vinho com umas tapas, queijinhos, compotas... Por vezes, esses momentos estendiam-se pelo fim-de-tarde / início-de-noite, e aqueles petiscos transformavam-se em jantar, outras vezes marcavam só um ponto de inflexão, uma pausa após o trabalho e antes do ritmo do jantar e da preparação para o dia laboral seguinte. De qualquer modo, essas pausas com estímulos ao paladar revelavam-se num autêntico spa para a alma! 

 

 

 

10
Out18

Dicas práticas de arrumação, para espaços que nos fazem felizes

Picture.jpg

 

Já havia mencionado neste post que recentemente, com a mudança para um pequeno apartamento, vi a oportunidade de fazer um detox de objetos na minha vida. Vulgo "destralhar"! E abraçar com mais dedicação a filosofia de vida minimalista. O minimalismo não significa o despojar-se de todos os bens materiais e viver uma vida de austera escassez. Bem mais pelo contrário. Consiste em ter total controlo das nossas posses, optar pelo "pouco mas bom" e o rodear-se de objetos que fazem todo o sentido com o nosso modo de vida. Desta forma, temos mais tempo para viver aquilo que realmente importa, com quem realmente importa (que não são "coisas").

Em suma: qualidade de vida!

 

 

 

05
Out18

Espaço e limites, um desvario num metro cúbico

Eliasson1m2_02.jpg

 

O que cabe em um metro cúbico? E quantos metros cúbicos temos, cada um de nós? 

 

Como seres humanos a viver em sociedade, temos o nosso espaço, os nossos valores, os nossos modos de interação, e os nossos limites. Os limites não são rígidos: variam em função da pessoa com quem interagimos, sendo que há sempre - ainda com aquela pessoa tão especial para nós - limites intransponíveis. São aqueles que garantem a integridade da nossa personalidade. Até que ponto ceder, e até que ponto manter a nossa posição...qual será a escala de consequências em cada situação?

 

 

 

01
Out18

As minhas férias de verão '18

Férias18-1.jpg

@Vila do Conde

 

Este ano decidimos que as férias seriam calmas, a explorar a beleza das redondezas, a saborear a casa para a qual nos mudámos no início de Julho, a viver a cidade a uma velocidade mais lenta...

 

...erro crasso!!!!! 

 

A realidade foi: visitas ao gabinete dia sim dia não - não desligar a cabeça do trabalho; chegar a casa cansados no final do dia porque decidimos explorar o lado mais longínquo do Gerês e, consequentemente, tínhamos de refazer a viagem toda de volta no mesmo dia - não descansar o corpo; visitas à IKEA e a demais lojas de decoração para completar o recheio da casa - não descansar da atividade interessante, mas desgastante, de uma mudança. Não o façam! Passem, pelo menos uma noite fora de casa, sair do ambiente "corrente" é fundamental, mesmo para quem, como eu, adora as segundas-feiras!

 

 

17
Ago18

A minha inspiração para os próximos tempos

Ludovica-and-Puglia_05.jpg

 

Ainda há pouco tempo comentei por aqui que recentemente mudei de casa. Ontem, enquanto planeava as minhas férias - aquelas que terão início em dois dias - dizia que, pelo facto de viver num apartamento do tamanho de uma suite, já me sentia, de certo modo, em férias. Claro que esta minha afirmação foi irónica, já que os meus olhos necessitam de descanso urgente deste monitor! Até porque me esqueço frequentemente das pausas, e quando me apercebo, três horas se passaram com os olhos concentrados no mesmo ponto...e as minhas lentes de contacto ameaçam uma alteração de graduação, que eu quero evitar a todo o custo! Bom, as férias deste ano não terão grandes aventuras, já que ano de mudanças e de mais despesas implicam férias mais contidas (e já tive uma semana em Colónia em Abril), mas o simples facto de sair da rotina já vai saber muito bem! Do pouco que já planeei, um dia - pelo menos - vai ser dedicado a compras para o espaço novo, que ainda está em modo work in progress! E a paleta cromática está neste momento em apontamentos de verde azeitona, rosa velho e....muito bege! Nude, nude, nude! Tal como dita a tendência da moda, os tons nude vieram para ficar... e em minha casa não serão exceção! 

 

 

 

16
Jul18

FALL OR FLY?

Quem já segue este blog há algum tempo, concerteza reparou que as publicações nestes últimos tempos tem sido escassas e mais espaçadas no tempo. Ultimamente vejo-me a suspirar por ter um botão do tempo que pudesse congelar tudo, para que eu pudesse concretizar todas as minhas tarefas tranquilamente, antes de voltar a pulsar o play, para que o resto do mundo voltasse a fluir com normalidade. Houveram mudanças que me roubaram o tempo: mais concretamente, a mudança de casa, para um pequeníssimo mas acolhedor apartamento no centro da cidade. Uma mudança que me está a inspirar para, de um modo mais efusivo, dar prioridade a "pouco, mas bom". Até porque muito não caberia dentro da suite, como chamo eu, carinhosamente, ao meu novo lar.

 

 

 

22
Fev18

Um episódio no meu caminho da auto-superação

Robin Sharma é um escritor e orador motivacional que escreve sobre temas como liderança e desenvolvimento pessoal. Esses temas sempre foram interessantes para mim. Agora, que trabalho por conta própria, estou ainda mais atenta a essas questões e procuro ir implementando, pouco a pouco, hábitos e comportamentos que ajudam a melhorar o meu desempenho. O meu objetivo, e isto confesso desde a minha consciência que sempre terei aspetos passíveis de ser melhorados, é ser a melhor versão de mim mesma, especialmente a nível profissional. Ainda não me juntei ao "clube das 5 horas", e muito teria de lutar para conseguir sair da cama ás 5 horas da madrugada (!!!), mas sim, a pouco e pouco vou adaptando algumas ideias e assumindo algumas atitudes, nesta caminhada que sempre será incompleta.

 

O primeiro contacto que tive com o trabalho deste autor foi através do livro "O Monge que vendeu o seu Ferrari", livro esse que adquiri numa daquelas compras por impulso numa livraria de Valência. E foi uma revelação! Recordo-me de ter feito apontamentos, e esquematizado os princípios práticos que lá vinham plasmados. São aspetos muito simples, como a prática diária de meditação, ou o saber dizer não e respeitar o próprio tempo, mas que praticados com regularidade são muito eficazes (eu não cumpro todos os princípios diariamente...ainda!).

Hoje em dia, sigo o seu canal de YouTube e vou ouvindo as suas lições. Na semana passada, e inspirada nesta caminhada para a genialidade, decidi reduzir as inúmeras decisões com pouca importância, que se tomam diariamente, de modo a que o cérebro fique livre para se concentrar nas questões realmente importantes. A intenção era boa e eu estava motivada!

 

Logo no primeiro dia, tive de ir a Braga e passar lá a hora do almoço, pelo que fui ao Braga Parque, ao WokToWalk que adoro e muito orgulhosa de mim mesma decidi - ao invés de criar uma das minhas combinações improváveis - escolher diretamente a primeira das sugestões deles. Estava algo orgulhosa de mim mesma. E correu mais ou menos assim: 

 

     Eu: Bom dia. Queria um Best Seller, por favor!

     O senhor do WTW: E o molho, mantém o mesmo?

     Eu: sim....

     O senhor do WTW: e quer acrescentar algum topping?

     Eu: pode ser caju (hum, já não está a correr tão bem)

     O senhor do WTW: e para beber? vai querer algo?

     Eu: água, por favor (aie......)

     O senhor do WTW: fresca ou natural?

     Eu: natural...

     Ele: e prefere pauzinhos ou talheres?

     Eu: talheres (sou uma fraude)

 

Quando depois fui tomar café: café curto, normal ou cheio? em chávena fria ou escaldada? com açúcar ou adoçante?

 

Estive quase para abandonar!!!!! Mas recordei que "a força de vontade é como um músculo que tem de ser treinado" e decidi não desistir em menos de vinte e quatro horas!

 

Já repararam quantas decisões tomamos por dia? É incrível!

 

Enquanto escrevia este episódio lembrei-me também de um outro recheado de questões: na minha primeira viagem a Milão, num fim de semana de amigas, estava eu com o meu livrinho Guia de Conversação Espanhol-Italiano (a ensaiar a frase) na fila do comboio, e quando chegou a nossa vez, digo eu muito confiante (e já com o livro no bolso): dois bilhetes de ida e volta para o Lago do Cuomo, por favor (em italiano, pois). E logo em seguida ouvi: ida e volta para o mesmo dia? E querem ir já ou só no seguinte? E a volta, é no último comboio do dia? Ou preferem passe para dois dias? ......un momento per favore dizia eu enquanto tirava atabalhoadamente o livrinho do bolso e o folheava desesperada...isto acontece-me pela vontade de aprender um idioma em dois dias! Foi memorável essa viagem, não só por esse episódio mas também porque perdemos o avião de regresso devido a uma avaria de última hora do comboio e o regional deixou-nos nume terra na qual só haviam autocarros para o aeroporto de hora a hora...pelo que chegamos um minuto tarde....e tivémos de comprar novos bilhetes, para Alicante (já não haviam mais voos para Valência naquele dia). Chegadas a Alicante, cinco horas depois, o autocarro que nos levaria ao centro da cidade avariou e tivemos mais uma hora de espera numa paragem que tinha um cartaz a dizer "el bus, la mejor opción". Devido à hora tardia de chegada ao centro de Alicante, saímos do autocarro na base da Avenida principal da cidade e subir o íngreme (muito íngreme) trajeto, com as malas, a alta velocidade, até chegar à estação de comboios de Alicante para comprar dois bilhetes para Valência...e ouvimos um: o último comboio sai em dois minutos, não sei se chegam a tempo, a linha é a última. Voamos, literalmente, por aquela estação! Uma viagem destas por mês, no gym needed!!!

 

 

 

Se tiverem curiosidade, este é o canal de youtube de Robin Sharma

 

:)

 

05
Fev18

Simbiose

Blue_house_01.jpg

 

Foi enquanto me distraía com o scroll no blog da Victoria Smith que de repente me deparei com estes interiores. O primeiro pensamento: este seria o resultado de um trabalho conjunto entre o meu pai e eu! O meu pai é restaurador de móveis, antiquário e tem um conhecimento incrível da história do mobiliário. Eu, sou arquiteta e designer de interiores. Temos abordagens muito distintas para com os espaços. Ele cuida, mantém e valoriza aquilo que já se fez de bom. Eu sou contemporânea. Ele não percebe o meu gosto por certo tipo de arte (falem-lhe de Rothko e vejam como continua incrédulo com o meu fascínio pela sua obra). Eu penso que ele tem tendência para o excesso. Mas também um extremo bom gosto. Estes espaços seriam resultado de trabalho dele de recuperação e restauração. E depois eu entraria a eliminar o supérfulo. E ele viria repor uma ou outra coisita das muitas que eu havia subtraído, quando me notasse distraída! Um dos meus posts mais rápidos: vi as imagens, pensei no meu pai, senti um calorzinho no coração (sim, sou lamechas, mas esta é a verdade)!

 

Por isso: imagens para o blog!

 

 

 

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Follow

Pesquisar