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Design e outros Desvarios

Mokoto Tojiki

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Quando parei por um ano a minha atividade profissional, como arquiteta, para fazer um curso de Design Gráfico, o meu único objetivo era o de melhorar as ferramentas de expressão visual, de modo a poder melhor expor as minhas ideias, os meus projetos. Ao longo desse ano, a manipulação de imagens foi interessante, sim, mas não aquele que me apaixonou. Desobri que gostava (muito) de ilustração (nunca imaginei), adorei os conhecimentos adquitidos de Marketing Visual, teoria da cor, história e linguagem da tipografia...enfim, descobri um mundo novo de interesses. 

 

 

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A mesma história repetiu-se, anos depois, com a investigação em Design de Iluminação Artificial. A história teve contornos parecidos. É incontornável que os conhecimentos e experiência adquiridos sejam agora uma mais valia no meu trabalho (eu não passei dois anos a escrever 300 páginas, conjuguei a investigação teórica com trabalho prático, a tempo inteiro, como Consultora de Iluminação, onde desenvolvi inúmeros projetos e cálculos de Iluminação Artificial - por exemplo, participei no projeto de iluminação da fachada do Teatro Nacional de São João no Porto). Mas, muito para além da vertente óbvia e prática do conhecimento, foi-me dado a conhecer um conjunto de vertentes ligadas à Iluminação Artificial, bem para além da sua vertente prática e da "Iluminação Arquitetural". 

 

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O que mais me fascina na Light Art, é a capacidade de controlo da luz. É que a luz é um material de difícil controlo! A luz propaga-se, reflete, refrata. A luz pode ser desconfortável, pode provocar encandeamento, mas também pode deslumbrar. E se, em arquitetura dizemos que uma boa iluminação é aquela na qual a luz é vivida mas não notada (apesar de haver exceções, já aprofundarei este assunto em outro post), em Light Art, a luz é tudo! E para a luz ser tudo, há uma série de elementos e técnicas por detrás, a apoiar, de modo quase invisível, o resultado final. São os elementos, aqui, que não devem ser notados, resultando apenas a luz.

Por esses motivos aqui me confesso uma grande admiradora de Makoto Tojiki. Porque as obras dele são percebidas como partículas de luz a pairar no ar. Mas não são, a luz só é percebida pelo olho humano quando reflete em alguma superfície. 

 

Eu entro em estado de contemplação com estas imagens. 

 

Sobre o seu trabalho, o artista diz:

 

 

‘An object is seen when our eyes capture light that is reflected from the object. If we extract just the light that is reflected from ‘something,’ are we still in the presence of that ‘something?’ Using contours of light, I try to express this ‘something.”

Tuija Seipell.

 

 

 

Aqui me confesso, através desta instalação, já guardei uns quantos esquiços sobre este tema...nunca se sabe!

 

:)

 

 

 

 

Imagens