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DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

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THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

05
Out18

Espaço e limites, um desvario num metro cúbico

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O que cabe em um metro cúbico? E quantos metros cúbicos temos, cada um de nós? 

 

Como seres humanos a viver em sociedade, temos o nosso espaço, os nossos valores, os nossos modos de interação, e os nossos limites. Os limites não são rígidos: variam em função da pessoa com quem interagimos, sendo que há sempre - ainda com aquela pessoa tão especial para nós - limites intransponíveis. São aqueles que garantem a integridade da nossa personalidade. Até que ponto ceder, e até que ponto manter a nossa posição...qual será a escala de consequências em cada situação?

 

 

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Esta instalação de Olafur Eliasson já data de 1999, mas foi há apenas dois dias que a vi, no seu Instagram. Em primeiro lugar, prendeu-me o olhar pela beleza; depois, deu azo a reflexões - ou desvarios, como lhes chamo. Seguramente, estes desvarios surgiram como resposta a preocupações que tenho agora em mente.

 

A composição é criada por vinte e quatro projetores de halogénio, colocados cada um à distância de um metro em relação ao seu simétrico, formando entre eles um cubo, de um metro cúbico de volume. Estão dispostos numa sala com projeção de nevoeiro, de modo a que seja possível visualizar os feixes de luz, percebendo-se assim a forma geométrica do quadrado. 

 

Eliasson1m2_01.jpg

 

Os limites pessoais estão, para mim, de um modo muito claro, representados nesta instalação. Veem-se claramente, mas são de luz. Não são físicos. Qualquer pessoa poderia perfeitamente, e sem pedir autorização, transpor essas arestas luminosas que definem o tão preciso metro quadrado. Se a intensidade da luz for baixa, até os poderia transpor sem a perceção de tal.

 

Até que ponto essas arestas luminosas se intensificam a ponto de marcar, inequívoca e senamente, a sua presença? E até que ponto colocaremos com segurança os projetores no sítio que queremos, que consideramos correto?

 

Eu creio que a chave para ter uma boa colocação de suporte dos projetores, e boa intensidade luminosa nas arestas é uma (e diretamente relacionada com o seu brilho): auto-confiança

 

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Vinha agora para aqui uma arquiteta falar de limites com muros e paredes, nao? Isso seria muito óbvio! 

 

;)

 

 

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