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DESIGN E OUTROS DESVARIOS

THERE ARE 360º, SO WHY STICK TO ONE? - ZAHA HADID

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21
Out16

ESAD

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Licenciatura "das antigas" concluída, seis anos de experiência no mundo laboral em Espanha já feitos, resolvi regressar à escola.

A decisão não foi imediata nem foi compreendida por todos. É muito giro ter tido contacto com o mundo do Design de Interiores, é uma área relacionada com a Arquitetura mas...gastar tempo e dinheiro para fazer um Mestrado? Quando agora todos saem com Mestrado a estudar o mesmo número de anos que eu tive para concluir "apenas" a licenciatura? Abdicar até de alguma oportunidade laboral para parar e estudar? Não foi compreendida, não. 

 

 

Mas eu queria muito! E sempre tive claro onde deveria ser: na ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. Porquê? Pelas muito boas referências que de lá tinha tido. 

 

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Confesso que parte da decisão foi motivada pelo meu regresso a casa. Saía de Espanha, voltava para um país em crise, onde as oportunidades na minha área são escassas. O meu Curriculum Vitae, até o considerava interessante, mas...não tinha esperanças de conseguir um emprego no imediato. E ficar em casa estava fora de hipótese. A decisão prendeu-se com variados fatores, uns mais racionais - aprofundamento num mundo facilmente conjugável com a minha atividade - outros mais irracionais - porque tinha vontade de voltar a estudar. Eu podia ter ponderado a hipótese de Doutoramento, teria sido mais lógica, mas isso parecia demasiado tempo para mim. Eu queria, de certa forma, usar este tempo como um trampolim para o regresso à vida ativa. 

 

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Quando lá cheguei, percebi que era a mais velha e a única com experiência prévia, a nível laboral. Mas nem por isso o meu percurso pela ESAD deixou de ser enriquecedor: pelo contrário! Entretanto, nesse ano acabei por ter em mãos um projeto de design de mobiliário, que aceitei prontamente e conjuguei com a vida académica. Isso acabou por me fazer "desligar temporariamente" algum trabalho nas disciplinas que considerava menos fundamentais no meu perfil (e aborrecer o professor de Construção que achava que eu não dava importância à sua disciplina - o que não era verdade, apesar de assim o parecer. Já agora, se me estiver a ler, saiba que o considero um excelente arquiteto e gostei muito de ser sua aluna).

 

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Daquela experiência ficou mais do que o conhecimento. Ficaram as pessoas. Ficou o ter conhecido pessoas e profissionais tão bons. Ficou o carinho e admiração que nutro por eles, pela diretora do Mestrado em Design de Interiores, por todos os professores e profissionais.  Ficou o exemplo de dinamismo e de ver coisas acontecer. E ficou todo o desafio, a luta para terminar a Dissertação de Mestrado conjugando-a com a vida profissional já no segundo ano, ficou toda a dedicação que me foi dada para que terminasse tão bem o meu trabalho. E ficou, também, todo o conhecimento. Onde, em Portugal, poderia aprofundar conhecimento sobre Design de Iluminação Artificial? Afinal, o Mestrado fazia todo o sentido, mesmo para mim, com "a licenciatura antiga". Por isso o meu orientador - o Arquiteto Rui Canela - vai ser sempre uma referência para mim. Como pessoa, como postura, como exigência de profissionalismo e de trabalho bem feito, como o apoio para a realização do trabalho e por algo mais: como a pessoa que despertou em mim o interesse pela Arte Contemporânea!

 

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Foi essa marca que me ficou da ESAD. E foi essa marca que veio ao de cima quando, percorrendo distraídamente a estante das revistas de arte e arquitectura li "ESAD" em pequenino na capa da revista ROOF. E foi por isso que comprei a revista sem sequer a ter folheado primeiro. 

 

 

 

 

 

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