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Design e outros Desvarios

Fluir

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Ultimamente tenho tido uma relação algo tensa com o meu blog. E tudo começou numa bela e solarenga tarde de sábado: fui a um Workshop de Marketing Digital. E adorei! O tema era super interessante, eu sempre gostei de marketing e publicidade. Para além disso, para alguém como eu, que abriu há pouco tempo o seu gabinete de arquitectura, este assunto fazia todo o sentido.

 

 

Um dos temas abordados, foi o do site profissional e do modo de conseguir "subir posições" no motor de busca. Ora, o associar de um blog ao site aumentaria o número de "cliques", logo, aumentaria a visibilidade do meu trabalho neste meio digital, logo, mais pessoas saberiam da minha existência e do meu trabalho. Esta ideia agradou-me, até porque o meu site passa por meses sem atualização, não por preguiça da minha parte, mas por motivos inerentes à atividade: por um lado, um projeto de arquitetura (ou design de interiores, ou de iluminação) ocupa sempre uma linha temporal alargada; por outro lado, os projetos são sempre privados numa primeira fase, pois há uma relação de confidencialidade - e de confiança - entre o arquitecto e o cliente (e vice-versa).

 

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Como neste momento tenho um site e um blog, a solução seria óbvia e fácil, certo?

Pois não, muito pelo contrário!

 

A intenção deste blog é, desde os seus primórdios (como se fosse muito antigo), o de criar um espaço virtual no qual me sentisse identificada. Um sítio onde pudesse partilhar o que me apaixona (arquitectura, design, arte...), de um modo informal (daí os desvarios). Nunca foi minha intenção criar artigos e textos técnicos ou elaborados (e já tenho uns quantos feitos graças à minha tese de 297 páginas). Eu queria levar o design a todos, e falar de design para todos, não apenas para os colegas. E queria partilhar o que me move...e o que me move é a vontade de criar espaços para as pessoas serem felizes! Esta frase pode parecer romanceada, mas se lerem este meu post acho que percebem melhor como eu sinto a minha profissão.

 

E apesar de por vezes não ser percetível, os espaços que aqui trago refletem o meu estado de espírito do momento.

É uma forma de falar de mim sem falar de mim.

 

Por tudo isto, sempre tive intenção de manter estes dois mundos separados. E o meu...medo (é a palavra certa), era a de que a minha linguagem pudesse ser vista como pouco profissional, ou demasiado descontraída.

 

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No entanto, e após uma conversa interessante que se gerou em torno deste meu dilema, voltei do Workshop determinada em associar o meu blog ao meu site! Até porque tenho percebido que se cria naturalmente uma relação de proximidade e afinidade com os clientes, e o profissionalismo não se vê afetado com isso - pelo contrário - cria-se uma cumplicidade que é essencial para o bom desenvolvimento do projeto (e é ver-me derretida quando um dia uma cliente me trouxe um presente só porque sim).

 

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Sair da SAPO é impensável para mim (ainda quando estou muito ocupada e escrevo pouco por aqui, venho sempre cá espreitar, por vezes pela calada, para ver como estão as pessoas atrás dos blogues, o que tem escrito...é como uma casa com gente de quem eu gosto apesar de não conhecer pessoalmente). Mas a minha ideia era mais arrojada ainda: duplico o blog, e no meu site faço a versão bilingue! 

 

Um segredo sobre mim: sou especialista na bela e distinta arte de "arranjar lenha para me queimar"!

 

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Conclusão: é verdade que tenho tido bastante trabalho e tive uma viagem pelo meio mas...não consigo escrever um post com naturalidade! Eu sei que lá chegarei, mas estou a experimentar, com este empreendimento, o mesmo sentimento que tive quando decidi deixar o meu emprego estável para começar esta aventura: vertigem! Sabem a sensação de dar um passo para o vazio, sem saber se há solo firme, se há um degrau ascendente ou um abismo (muito descendente)? Exatamente! 

 

E hoje, quando vi esta ilustração pela primeira vez, a reação foi imediata: é isto que eu preciso!!! Eu preciso de abrir a tampa do piano e deixar fluir, de não ter medo de me fazer visível, assim como Frederico Picci fez visível a música, representando-a através de balões de um suave e delicado rosa pastel!  

 

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E agora que já contei uma longa história, digo apenas que este trabalho se encontra à venda aqui (não tenho comissão, mas acho que vale a pena - e é justo - divulgar).

 

Obrigada por chegarem até aqui num post com tantas palavras! No próximo virei contar a minha viagem a Basileia, de uma forma bastante mais pictórica!

 

E se entretanto quiserem opinar sobre este meu dilema, adorava saber as vossas opiniões!

 

:) 

 

 

 

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