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Design e outros Desvarios

10 motivos pelos quais se deve ir para outro país antes dos 30

 

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Este post não é original, nem os motivos. A versão original está aqui. Mas publico-a porque me identifico a 100%.

Eu não sei muito bem porque fui para Valência. Naquela altura, com 24 anos acabadinhos de fazer, agi por instinto. Foi intuição pura e dura (e a promessa de que lá não chove foi a parte racional). Filha única, super-apegada à família, com estágio assegurado num gabinete de arquitetura no Porto, a cidade onde sempre quis viver. Mudei de planos. Ia por um ano, mudei de planos de novo: fiquei seis. Voltei quase a cumprir os 30 e dizem que sou a versão Helena 2.0. Será por ter estado fora ou pela maturidade inerente à idade? We'll never know, mas eu acho que foi mistura dos dois.

 

Eu sempre dizia que estar longe de casa tinha um grande ponto positivo e outro não tão positivo, que curiosamente é o mesmo: sente-se tudo de forma mais intensa!

 

Se anda por aí alguém a ponderar a ideia, aqui vão os motivos. Este pode ser o empurãozinho que falta:

 

1. Vais-te conhecer melhor

Não há hipótese! Inevitavelmente surgirão decisões que se tenha de tomar sozinho. Escolhar o trabalho, fazer amigos, decidir onde viver, tratar de si. São as mais óbvias. Enfrentar dificuldades quando não se tem a rede de suporte habitual: aí é que está a questão!

 

2. Tornas-te independente

Casa, trabalho, contas para pagar, horários para cumprir, responsabilidades a assumir. É-se o dono da própria vida. E poder sair sempre que se quer e acordar já de tarde, ou decidir comprar um bilhete de avião de um dia para o outro e ir de viagem com quem seja: também é válido!

 

3. Sabes o que é sentir que não tens um sistema de suporte

Ah, já tinha mencionado esta no ponto 1. Pois, é isso: vais-te conhecer melhor! Pode ser quando uma pessoa se chateia com as colegas de casa e descobre que não dá jeito ir viver uns dias para a casa dos pais. Ou quando se vive sozinha e de repente apanha uma gripe que mal dá para sair da cama. Também há a parte boa que é ter eventualmente um namorado/a que dá apoio incondicional ou uma amiga que entra pela casa dentro munida de sacos de supermercado e faz um panelão de canja de galinha igual à que a mãe lhe fazia quando ela estava doente.

 

4. Tornas-te mais flexível e de mente mais aberta

Sem dúvida! Por vezes nem reconheço a minha antiga eu.

 

5. Aprendes a criar relações e redes

Mesmo! Este ponto também pode ser dito assim: a necessidade aguça o engenho! E cria-se uma rede de amigos/colegas/conhecidos que fazem parte da segunda família. E a nível laboral também é válido. E de repente a auto-confiança aumenta, e tudo fica cada vez mais fácil.

 

6. Podes construir uma identidade nova

Eu não seria tão radical, mas é mais fácil perceber quem realmente somos e como realmente gostaríamos de ser quando quem nos rodeia ainda não tem uma imagem pré-concebida a nosso respeito.

 

7. Tornas-te auto-suficiente

Que remédio!

 

8. Ficas mais ligado ao teu instinto

Esta tem a ver com a falta da rede de suporte, por muito que exista telefone, skype, messenger, whatsapp para pedir conselhos aos pais/irmãos/amigos/quem seja. As decisões tem de ser tomadas, e muitas vezes tem mesmo de ser porque sentimos que aquela é a escolha correta. Tornamo-nos, uma vez mais, mais confiantes das nossas próprias decisões e da capacidade de escolher o próprio caminho.

 

9. Tornas-te corajoso e destemido

No fundo, não há nada a perder. Eu faço o que eu quero e o que me dá na real gana! e se tudo correr mal? Fácil: mamã, papá, vou voltar pra casa!

Quantas vezes não me apanhei a dizer: eu vou fazer o que acho que está certo, e o que quero fazer! Afinal, se correr tudo mal, sei que tenho a família de braços abertos pronta para me amparar! E lá fazia (e dizia) eu coisas que nunca teria feito antes!

 

10. Começas a perguntar-te onde está realmente a tua casa

Quando começamos a ver que criámos uma segunda família, quando somos padrinhos de casamento dos amigos, de batizado das filhas das amigas. Quando os amigos já conseguem perceber o que se passa só de olhar para nós, quando surge aquele sentimento que aquele sítio é feito para nós. Custou-me muito mas muito mais decidir voltar do que decidir, seis anos antes, ir para lá! 

 

 

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